Projeto Filipe
Reflexão Bíblica Semanal Para os Grupos Familiares

Batalha em Dois Níveis 

Dt 17:8-12

 

Introdução

Isarel batalhou contra os amalequitas pela primeira vez. (Êxodo 17:10,12). Esta foi a primeira guerra que Israel enfrentou depois da saída do Egito. Os israelitas estavam diante dos Amalequitas, um povo que sempre pelejou contra Israel.

A luta foi grande, mas o povo de Deus teve vitória sobre os amalequitas num trabalho estratégico, de unidade, numa batalha travada em duas dimensões: física e espiritual.

Moisés, Arão e Hur em cima do monte, em oração;

Josué, seus generais e soldados de guerra, no campo de batalha, embaixo do monte.

Todos tiveram um papel muito importante no contexto da batalha.

Essa batalha foi desenvolvido em dois planos, em duas dimensões: uma espiritual e outra física.

  • No plano Espiritual - Moisés sendo o intercessor, Arão e Hur sendo os auxiliares;
  • No plano físico - Josué sendo o guerreiro que desbaratou os amalequitas a fio da espada.

- Quem era o mais importante? Moisés! Alguém pode responder. - Porque era ele quem falava com Deus e mantinha o povo em vitória quando levantava as mãos aos céus.

- Sim, mas as mãos de Moisés ficaram pesadas demais e quando as mãos se abaixavam o exército de Josué não prevalecia contra os amalequitas.

De que maneira Moisés poderia prevalecer em oração sem a ajuda importantíssima de Arão e Hur?

A equipe de intercessão era pequena, mas era unida , perseverante e comprometida com a causa. MAS...

-Se não houvesse ninguém para colocar a mão na espada, como Israel venceria a batalha?

A narrativa mostra que numa grande peleja é preciso agir nas duas dimensões: física e espiritual.

Israel precisava de Josué para pelejar no campo horizontal. Um guerreiro valente, corajoso, servo do Deus Altíssimo e submisso a Moisés. Josué enfrentou o inimigo na força da espada e prevaleceu.

Todos da equipe eram importantes, todos no exército de Israel eram importantes:

  • Se Moisés baixasse as mãos Israel perderia a batalha;
  • Se Arão e Hur deixassem de ajudar Moisés, Israel perderia a batalha;
  • Se Josué baixasse a espada, Israel perderia a batalha.
  • Se os guerreiros israelitas baixassem a espada, Israel seria derrotado.

Percebemos que a ação estratégica de equipe unida, tornou-se um ciclo coeso e forte: liderança com o mesmo propósito, ainda que agindo em áreas diferentes.

O que aprendemos aqui.

1. Ninguém é mais importante em uma batalha

Seria um equívoco pensar que numa guerra um é mais importante que outro. Muitos na sua insensatez se acham superiores e desprezam aqueles que estão nos bastidores.

  • Os "Josués"modernos podem pensar: - Enquanto eu estou aqui batalhando, Moisés fica lá sentadinho orando;
  • Os "Moisés" modernos podem pensar - Ninguém quer subir ao monte pra orar, se não fosse eu aqui com as mãos erguidas;

É importante lembrar o que nos diz 1 Co 12:21-22

Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. 22 Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários. 1 Co 12.21 - 22

O que aprendemos aqui.

2. Ninguém vence uma batalha sozinho

A vitória de Israel foi coletiva, na unidade da liderança e do povo. O fracasso de um seria o fracasso de todos, o acerto de um, o acerto de todos.

De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam. I Co 12.26

O servo de Deus precisa ter o entendimento de que ele faz parte de um "todo". Cada discípulo de Cristo é membro do Corpo e não um corpo completo.

O que aprendemos aqui.

3. O físico e o espiritual devem cooperar em uma batalha

Josué e os guerreiros se moviam conforme a intercessão de Moisés, Arão e Hur.

  • Em cima do monte uma guerra espiritual e o poder da intercessão;
  • Embaixo do monte uma guerra física e o poder da espada.

Temos que batalhar no lugar certo, com as armas certas. Imagine Moisés no lugar de Josué e vice-versa. Seria um fracasso. Temos que pelejar conforme o chamado e a direção do Senhor.

Orar é importantíssimo, nunca podemos parar as orações e intercessões; jamais podemos fazer isso em tempo de guerra. Mas, só orar não basta, é preciso se dispor e se mover no plano físico, material, para o que espiritual se concretize diante de nós.

2 Tm 1: 7 Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.

Os dias atuais nos condicionam a viver no anonimato, na retaguarda, no isolamento, no silêncio e na servidão. Por opressão, medo ou outro motivo deixamos no plano secundário o nosso chamado ministerial e pouco fazemos em prol de nossa missão no Reino de Deus.

Vivemos um tempo de crise, muito difícil... Agora imagine um servo fiel que não deixa essa oportunidade passar, entra na peleja para batalhar pela fé com os dons e recursos que o SENHOR lhe deu: um intercessor ou guerreiro de campo.

O mundo está cheio de espectadores e carentes de guerreiros conquistadores, homens e mulheres de Deus que possam expandir o Reino de Deus nesta terra.

Ser um evangelista, profeta, um arauto do Rei Jesus neste momento histórico é um ato que exige fé, coragem, dedicação, de alguém que está disposto a pagar o preço pelo Reino de Deus.

Use o que Deus lhe deu como instrumento ministerial e faça as coisas acontecerem segundo a vontade de Deus. Você tem autoridade espiritual para exercer a missão que o SENHOR lhe confiou.

Pense nisso e que Deus lhe abençoe rica e abundantemente.