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A religiosidade arrebata seguidores de ritos e de crenças para uma determinada denominação, que se torna o meio e o fim para os devotos.

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Religiosidade X Espiritualidade

                         A Substituição da Espiritualidade pela Religiosidade nas Igrejas Cristãs

A religiosidade arrebata seguidores de ritos e de crenças de uma determinada denominação, que se torna o meio e o fim para os devotos.

O religioso é alguém que nasceu e foi criado no contexto familiar de uma religião, consolidando e desenvolvendo o seu engajamento naquele sistema no decorrer dos anos. Há um segundo tipo, identificado por uma adesão voluntária a um ministério religioso que consegue despertar e atrair simpatizantes e seguidores.

É de suma importância que todos entendam que a inclusão de uma pessoa no rol de membros de uma denominação religiosa e a sua participação ativa nas diversas atividades eclesiásticas costumam favorecer o falso sentimento de proteção e de salvação. Entretanto, fazer parte de uma religião não significa estar convertido a Deus. Aquele que não abraçou o Evangelho de Jesus Cristo, não apresentou arrependimento profundo e nem mudança de mentalidade, não alcançou a verdadeira libertação, não nasceu do Espírito, certamente não é salvo. O fato é que a religiosidade confunde e engana, não somente a sociedade, mas o próprio devoto.

Religiosidade X Espiritualidade


Religiosidade Em Alta


Parece um grande paradoxo, mas a realidade mostra que as igrejas estão gradativamente perdendo a espiritualidade, substituindo-a pela religiosidade. Dia a dia percebe-se em muitas congregações que a religiosidade está em alta. Sim, a essência espiritual é uma raridade nos dias pós-modernos; a maioria dos ministérios cristãos insiste em sobreviver somente na religiosidade, que tem a aparência de piedade e que fala de Deus a todo instante, mas que está vazia Dele.

Muitos se agregam à igreja e se tornam meros associados, sem uma conversão verdadeira. São pessoas que convivem com os santos, mas não vivem sob o Senhorio de Jesus Cristo e não se submetem ao domínio do Espírito Santo. São indivíduos religiosos, espiritualmente fracos, com amarras espirituais e sem poder de auto-libertação, vivendo uma religiosidade medíocre, sem crescimento espiritual e sem salvação.



A religiosidade dos fariseus

Os fariseus acreditavam que bastava ser descendente de Abraão para ter acesso livre ao reino dos céus. Pensavam que eram salvos por executarem as obras da lei de Moisés; sentiam-se em uma posição privilegiada por terem recebido a circuncisão. Estavam convictos de suas crenças. Mas, a concepção errônea deles fez com que criassem uma vereda religiosa que não conduzia a Deus.

"E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" Mt 3. 1- 2.

O grande problema dos religiosos nos dias de João Batista era a religiosidade do judaísmo em detrimento da verdadeira espiritualidade diante do ETERNO. João Batista confrontou essa religiosidade vazia de espiritualidade, proclamando arrependimento, convidando o povo à uma mudança radical e profunda em suas concepções (metanoia).

Nota: O arrependimento é o método divino que prepara o homem para o novo nascimento, para o perdão divino e para o crescimento espiritual. Significa mudança de mentalidade, de direção, de coração e de atitude.

Simão - um religioso que precisava de libertação.

Simão foi um feiticeiro samaritano, usado pelo Diabo nas ciências ocultas, ao ponto de ser chamado de 'o grande poder'. Diante da pregação de Filipe, professou interesse na fé cristã e foi batizado (At 8:13). Ele chegou a acompanhar Filipe por onde pregava, maravilhado com as curas e milagres que aconteciam pelo poder do nome de Jesus.

Quando os apóstolos Pedro e João foram enviados à Samaria começaram a impor as mãos sobre os novos convertidos e estes eram batizados com o Espírito Santo. Simão testemunhou esses prodígios e ficou ainda mais impressionado com a manifestação do poder de Deus pelas mãos dos apóstolos. Desejou fazer parte do mesmo ministério, mas com a motivação errada: ofereceu dinheiro aos apóstolos para que recebesse o mesmo poder do Espírito.

Evidentemente que o apóstolo Pedro, em seu profundo zelo ministerial, repreendeu severamente a Simão, advertindo-o sobre o perigo de cair num laço do Diabo e ser usado por ele.

O que aprendemos com esta narrativa?

Em primeiro lugar que não podemos confundir religiosidade com espiritualidade. Estar no meio dos santos não significa ser um santo. Pedro disse que Simão tentara comprar "o dom de Deus" porque ele estava "em fel de amargura e laço de iniquidade". Esse "laço" não foi quebrado com a religiosidade de Simão no convívio com os santos.

Simão precisa se converter genuinamente a Jesus Cristo. O abraçar a fé em Cristo deve ser sem reservas, de forma profunda e integral. É uma entrega de imediato que é consolidada de forma gradativa e progressiva, despojando-se de todo vínculo com o pecado, em paralelo à renovação do entendimento pela Palavra de Deus e o revestimento de uma nova vida em Cristo.

Espiritualidade

Podemos notar entre as igrejas pós-modernas um acentuado conflito de distinção quando se trata de religiosidade e espiritualidade.

  • Se há cultos solenes, a Igreja é fria; se os cultos são barulhentos, a igreja é espiritual.
  • Crente que chora fácil é crente espiritual. Crente que raramente chora é frio.

Os casos acima não tem nenhuma relação com espiritualidade. São meras amostras de religiosidade.

A nossa espiritualidade começa na conversão a Cristo.

Adão falava com Deus e vice-versa. Era uma relação ininterrupta entre as partes. Havia um vínculo, uma ligação entre o homem e Deus; isto foi quebrado com a existência do pecado na vida do homem. Em 1Jo 3.8, João mostra-nos que Deus por amor envia Cristo para com poder desfazer as coisas que satanás nos fizera. Em Cristo somos religados a Deus; nossa espiritualidade é restabelecida, a comunhão volta a existir.(2Co 5.17-18).

Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. (Rm 5:10)

Podemos dizer que de alguma forma Deus nos proporciona novamente o vínculo consigo quando nos entregamos a Cristo e recebemos o Dom do Espírito Santo (At 2.37-38).

Espiritualidade é o resultado da genuína regeneração espiritual, mantida e governada pelo Espírito Santo durante toda a vida do crente. Ela é caracterizada pela fé, reverência e amor profundos a Deus; e isso leva à transformação do crente na semelhança com Cristo e à prática de um relacionamento correto com o próximo.

O Espírito Santo produz piedade em nós ao supervisionar a nossa convergência à Palavra de Deus. Ele nos guia na obediência, na adoração, na comunhão com os santos, em nosso testemunho ao mundo, nos sofrimentos, nas provações e na confrontação com o mal.

Em 1 Coríntios 13, conseguimos entender a descrição que Paulo faz acerca da espiritualidade. Então, podemos dizer também que espiritualidade é o padrão divino para o homem cristão alcançar a plenitude do Filho de Deus. Sim, faz parte do plano de Deus tornar os homens à imagem e semelhança de Seu Filho Jesus:

"até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo" (Efésios 4:13).

Espiritualidade e Religião

Espiritualidade não é religião e nunca será. Podemos dizer que a espiritualidade é uma experiência humana com o sagrado transcendente e a religião é a forma como nós vivemos essa experiência.

O triste fato é que o indivíduo pode ser meramente religioso, sem nenhuma espiritualidade. Sim, uma pessoa pode desenvolver linguagem religiosa, hábitos e comportamentos religiosos, sem ter uma real experiência com Deus, em Espírito e em verdade.

Nas páginas dos Evangelhos Jesus dá mais ênfase na espiritualidade do que na religiosidade. Basta olhar Mateus 23. Jesus partilhava a vida nos campos, pelas ruas das cidades, praças e outros ambientes. Para Jesus a espiritualidade era mais importante do que qualquer rito religioso. (veja Lucas 10:25-37).

Nicodemos era um homem religioso e certo dia foi ter com Jesus (Jo 3:3). Ele era do grupo dos fariseus, praticante da lei de Moisés. Jesus disse-lhe que se não nascesse do Espírito, não poderia ver o Reino de Deus. A religiosidade de Nicodemos com todos os ritos e crenças do Judaísmo não eram suficientes para ele ver o reino de Deus. Era preciso nascer do Espírito e isso estava relacionado com espiritualidade e não com religião.

Somente a espiritualidade torna possível a nossa relação com o sagrado e nessa relação somos desafiados a ser a imagem de Cristo nesta terra.

A espiritualidade saudável envolve a entrega contínua da própria vida em devoção total a Deus, experimentando alegria indizível, profunda reverência, amor intenso, compaixão, humildade, contentamento, confiança, obediência, esperança crescente e a paz de Deus em meio às provas, tristezas e sofrimentos. A espiritualidade produz um crescimento vitalício na autorenunciaria, um tomar diariamente a cruz e seguir a Cristo, praticando o amor fraternal, a paciência, o perdão, a gentileza, a compaixão e a bondade para com todos, especialmente para com aqueles que pertencem à família cristã.

À medida que procuramos ter uma vida centrada em Deus, a espiritualidade nos envolve com experiências espirituais diversas, nas quais somos motivados a cumprir nosso chamado à imagem de Cristo, na instrumentalidade de Sua graça transformadora onde quer que Sua providência nos tenha colocado.

Outro fato importantíssimo que precisamos registrar é que a verdadeira espiritualidade caminha de mãos dadas com a santidade. Santidade é o padrão de pureza moral do crente em Jesus Cristo.

Ser santo significa ser separado de tudo que é contrário à vontade de Deus. Esta separação é marcada pela renúncia de práticas pecaminosas. (Sl 4:3; 2 Co 6:17; Ef 4.17).

A santificação exige um novo modelo de vida (Sl 4:3; II Co 6:17; Ef 4.17). Deus é santo e Jesus Cristo é o modelo do novo homem criado segundo Deus para cada um de nós. A Bíblia chama de santo aquele que crê em Cristo. Essa santificação redentiva aponta para a nossa posição em Cristo. (Jo 1:14; At. 20:32; Rm 6:6; Rm 8:1; I Co 1:2,30; Gl 4:4-6; Ef 3:16-19; Cl 1:12-13; Hb 10:10,14; 13:12; I Jo 1:7).

A santificação é também progressiva, acontece à medida que nos afastamos do pecado e nos aproximamos de Deus para fazer a Sua vontade. Se quisermos ser santos, precisamos ter uma dedicação em pertencer exclusivamente a Deus, para fazer a Sua vontade. (I Co 1:2; Gl 2:20). Quem nos ajuda neste processo é o Espírito Santo. Através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, o crente consagrado é capacitado a resistir ao pecado e viver em dedicação a Deus.(Rm. 6:14.19, 22; 2Co 3:8;7.1; Gl 5:17; Fp 3:12; 1Ts 3.13;1Pe 1.14-16)

Apesar de nossa dedicação em obedecer a Deus, tropeçamos no pecado aqui e acolá, isso porque ainda não somos santos no sentido pleno da palavra. A santificação definitiva ou final do crente só acontecerá na glorificação. Na volta gloriosa de Jesus Cristo, cada crente será plenamente santificado, totalmente livre do pecado e eternamente separado para Deus. Na glorificação o crente vai desfrutar de um estado de perfeição de santidade. (1 Co 15:54; 1 Ts 5:23; 1 Jo 3:2; Hb 12:14). Até que chegue esse glorioso dia, a santificação é uma luta diária, onde a carne milita contra o Espírito (Rm 7:21-23; Gl 5:17) e a vitória é consumada pela obediência e fidelidade a Deus.

Finalizamos esta breve reflexão com um grande desafio: Seja mais espiritual e menos religioso. Entregue a sua vida em total devoção a Deus. Afaste-se do pecado. Seja santo, queira ser santo, busque a santificação porque sem santificação ninguém verá ao SENHOR. (Hb 12:14).

Pense nisso e que Deus nos abençoe rica e abundantemente. Amém!



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